Regulamentação de ‘cinquentinhas’ será discutida na próxima segunda (03)

Está marcada para a próxima segunda-feira (03) uma reunião com o superintendente de Transporte e Trânsito, Antônio Moura, vereadores e representantes da Associação de Condutores e Ciclomotores de Alagoas (ACCA), para discutir a problemática das ‘cinquentinhas’ na capital.

No encontro, os parlamentares vão cobrar uma solução para a questão das cinquentinhas que foram apreendidas e recolhidas ao depósito da superintendência, impedindo que proprietários possam dispor do veículo para trabalhar.

A Câmara também lançou um apelo ao governo do Estado para que reveja os valores dos impostos cobrados pelo emplacamento das motocicletas, bem como as multas retroativas que segundo os proprietários vêm inviabilizando a regularização por conta do alto custo.

A situação dos donos de cinquentinhas e a regulamentação dos veículos foram discutidas durante audiência pública ontem (28), no auditório da Associação Comercial, em Jaraguá. O encontro foi proposto pelo vereador Dudu Ronalsa (PSDB) e contou com a participação do vereador José Márcio Filho (PSDB), que intermediou a reunião com a SMTT.

Condutores de cinquentinhas protestam contra regulamentação em Maceió. Foto: Reprodução

Wilson Oliveira, presidente da ACCA, usou a tribuna para falar que considera “exorbitantes” as taxas cobradas pelo governo do Estado para o emplacamento, além de criticar as apreensões das motos.

“As cinquentinhas são veículos usados por pessoas pobres, população de baixa renda. As taxas cobradas aos motoristas desses veículos são exorbitantes. Temos hoje 35 mil pessoas no Estado que usam cinquentinhas principalmente para trabalhar. São 10 mil somente em Maceió. Há cinco meses esse pessoal está com seus veículos apreendidos. Eles não roubaram as motos, compraram. São todos cidadãos de bem”, disse o presidente da associação, Wilson Oliveira.

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PERSEGUIDOS – O vereador Dudu Ronalsa lembrou que o que foi discutido e decidido na audiência será reportado em documento que ajudará no processo de regulamentação. “O Estado deveria ter um pouco mais de paciência com os proprietários de cinquentinhas. Exigir valor de quem não tem condições de pagar, é um absurdo. O que está acontecendo no Estado todo é que os donos de cinquentinhas estão sendo perseguidos. Este é um meio de transporte de muita gente”, afirmou Dudu Ronalsa, ao destacar o caso de proprietários cuja moto vale, por exemplo, R$ 400 e o emplacamento custa R$ 800, para mostrar que o valor é desproporcional.

“Marquei uma reunião para segunda-feira para que a gente possa discutir essa questão das motos que foram apreendidas e para ele me explicar por que não está havendo a liberação. Cobrar o mesmo valor pelo emplacamento que se cobra por um veículo mais caro inviabiliza o negócio. É a mesma coisa de querer emplacar uma bicicleta, uma carroça. Com a SMTT é possível que essa Casa interfira, negocie e converse, mas em relação ao governo que a gente possa começar a discutir”, declarou José Márcio Filho.

Por NA10 com assessoria

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