Governo recupera patrimônios históricos da Educação de AL

A história da Educação de Alagoas é diariamente escrita por homens e mulheres que se dedicam a transformar a vida de jovens por meio da aprendizagem, estímulo ao protagonismo e à criatividade. E muitas destas histórias se passaram em escolas e prédios históricos que também são parte da identidade de nosso estado, formando diferentes gerações de alagoanos. Sabendo da importância destes espaços, o Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), dedicou-se a recuperar patrimônios históricos e educacionais nos últimos quatro anos.

Um dos casos mais emblemáticos é a Escola Estadual Messias de Gusmão, de São Luiz do Quitunde, uma “fênix renascida das cinzas”. Completando 95 anos este ano – foi fundada em 1921, mas passou a funcionar em 1924 –, a imponente unidade de ensino, orgulho dos quitundenses, teve entre seus alunos três governadores de Alagoas: Divaldo Suruagy, Lamenha Filho e Silvestre Péricles. No entanto, fortes chuvas no ano 2000 inviabilizaram o funcionamento da unidade de ensino, que permaneceu desativada até 2017, ano em que o governador Renan Filho e o secretário de Estado da Educação, Luciano Barbosa, devolveram-na à população após reconstruí-la dos escombros.

Outra nonagenária ilustre é a Escola Estadual Rocha Cavalcanti, de União dos Palmares. Segundo prédio tombado do município, a escola formou centenas de educadores palmarinos e, em agosto de 2018, teve sua reforma concluída, o que evidenciou ainda mais sua beleza. Também tombado é o prédio da Escola Estadual Adriano Jorge, primeira escola estadual de Arapiraca e que esperou 20 anos por uma reforma, sonho que se concretizou em outubro de 2017.

As obras renovam espaços que trazem consigo a história dos seus municípios. “Com mais de 90 anos de história, nossa escola formou muitos palmarinos, sendo um patrimônio histórico, educacional e cultural do município. A reforma deu novos ares a um prédio que já é naturalmente encantador”, comemora a diretora Sandra Vitorino, da Escola Estadual Rocha Cavalcanti, em União dos Palmares.

“Buscamos manter as características originais destes prédios, preservando fachadas, pisos e esquadrias. Tudo isso em consonância com as demandas da engenharia moderna”, explica o superintendente de Infraestrutura da Seduc, João Paulo Montenegro.

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A capital Maceió também viu alguns de seus principais patrimônios históricos e educacionais serem recuperados, a exemplo da Escola Estadual Edmilson Pontes, o antigo Lyceu Alagoano; o Grupo Escolar Diegues Jr, na Pajuçara – hoje sede da 1ª Gerência Regional de Educação (Gere) – e o Centro Educacional de Pesquisa Aplicada (Cepa), que foi revitalizado em 2018, ano em que comemorou 60 anos de existência.

Já em São Miguel dos Campos, outro prédio recuperado foi o da 2ª Gere, que, mesmo não tendo um passado ligado à educação, foi lar de uma importante figura histórica do município e do estado: Manuel Duarte Ferreira Ferro, o Barão de Jequiá, filho de Ana Lins (uma das grandes personalidades femininas da história de Alagoas) e irmão de João Lins Viera Cansanção de Sinimbu, o Visconde de Sinimbu – este último presidente de diversas províncias durante o período imperial.

Obras em andamento

Outras instituições históricas beneficiadas com reformas foram as escolas estaduais Rui Barbosa, em Anadia; Constança de Góes Monteiro, em Major Izidoro; Oliveira e Silva, no Pilar; Aristheu de Andrade, em Colônia Leopoldina; Deodoro da Fonseca, em Marechal Deodoro; Francisca Rosa, em Delmiro Gouveia; Ormindo Barros, Mileno Ferreira e Padre Francisco, em Santana do Ipanema; Gabino Besouro e Comendador José da Silva Peixoto, ambas em Penedo.

Estão em obras as escolas estaduais Nossa Senhora da Apresentação, em Porto Calvo; Dona Santa Bulhões, em Porto Real do Colégio; Edite Machado, em Capela; Guiomar de Almeida (o antigo Grupo Escolar 7 de Setembro), em Maceió, além de três escolas do Cepa – Silveira Camerino, Rosália Ambrozzio e D. Pedro II. Também estão previstas obras nas escolas estaduais Humberto Mendes, de Palmeira dos Índios – que completa 60 anos em 2020 – e Ambrósio Lyra, em Passo de Camaragibe.

 

Texto: Ana Paula Lins

Foto: Valdir Rocha

Fonte: Agência Alagoas

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